segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Estou voltando pra casa, outra veeeez.....


Estou voltando de férias hoje. FÉRIAS. Vocês sabem o que são férias?? Pois eu não.
Acho assim: mãe, principalmente mãe sozinha e que trabalha fora, deveria ter no mínimo dois tipos de férias. Férias com filhos e férias sem filhos, por uma sanidade mental mais presente nos próximos 350 dias do ano. É o que eu acho.
Tive 15 dias de férias na agência! Que delícia, pensei. Vou descansar, pensei ( mas como meus pensamentos são inocentes!). Me esqueci que Lulu estava de também férias. *Vamos todos chorar alegremente.*
Resolvemos então viajar um pouco, pra aproveitar. Pra ela aproveitar de mim, no caso.
Uma das coisas que fiquei pensando nesses 10 dias foi em inventar e sancionar alguma lei que obrigasse as praias a disponibilizarem babás. Se tiver algum canditado nas próximas eleições, que mesmo sendo um bandido, propor essa maravilha, ele terá meu voto. Voto e ainda tasco um abraço apertado.
Quem inventou que praia com criança pequena é fácil, é gostoso, é pimpão? Claro que tem o lado ótimo e divertido, mas tem também o mar bravo, areia suja, quatro mil quinhentas e sessenta pessoas, sol escaldante, sorvete com água contaminada, micose, virose, tatuí, bicho geográfico, cocô, piolho de pomba, Iemanjá (tenho medo dela), acarajé (tenho medo dele), camarão vivo e morto, e ainda por cima tem o seu bebezinho que corre feito um siri desgovernado por quilômetros a fio atrás de uma bola de frescobol alheia. É muita coisa pra uma pessoa adulta dar conta. 
Pessoa adulta gosta de esticar na cadeira, ler um bom livro e respirar a brisa marinha na santa paz de Deus, de preferência ouvindo Cat Power e não o pagode da barraca vizinha. 
Como conciliar pessoa adulta com pessoa criança? Não dá pra conciliar. É nessas horas que você tem que ser forte, você tem que ser mãe (ou pai), respirar fundo, tomar um café da manhã reforçado, caprichar no alongamento e não deixar de ter fé. Fé que a noite a pessoa criança pegue num sono ferrado e você possa desmaiar sossegada na beira da cama. 
Mas isso meus caros,  nem sempre acontece. Só acontece com crianças que dormem.

Férias da férias, por favor.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pais e Filhos

Queridas leitoas, quero dizer, leitoras (e leitores) - as delicadas e as nem tanto- venho por meio deste dizer-lhes que a novidade que prometi ali naquele post an-anterior é a seguintch: agora sou colunista da revista Pais e Filhos. 
É isso senhora e senhores, agora vocês poderão meler semanalmente no site da revista a começar por HOJE JÁ --> www.revistapaisefilhos.terra.com.br 
Não, não abandonarei esse bloguinho de jeito algum, porque história é o que não falta. Só tempo, mas pra que serve o horário das 4h as 5h, né mesm? Vamo que vamo! 

Desculpem a demora, mas eu estava esperando orders superiores (de deus?) para poder postar. (Ok pra você, senhora comentarista grrrrrrrrrrr?) 

beijos e é nóis. 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A excursão parte 3




Lá se foi minha bebê pra mais uma excursão. A terceira da vidinha dela.
Hoje é dia de zoológico. Coisa linda que é zoológico. Tem patos, tem macaquinhos, tem saguis, tem coelhos, jacarés, tem gorilas, tem leões, tem ursos, tem onças, tem dinossauros, tem dragões que cospem fogo. Tem duas professoras, um monitor e um biólogo.  Enquanto as professoras fofocam sobre as pernas torneadas do monitor, algum biólogo explica pra uma criança o que o hipopótamo gosta de comer, enquanto outra criança é devorada por uma leoa faminta.
Na minha cabeça a excursão é assim, mas deve ser porque sou mãe ne? Que mãe não pensa em tudo que pode acontecer?
Mas Nalu tava felizona, pimpona. Nem tchau me deu, tamanha a vontade de ver de perto as lagartixas gigantes, que creio eu, se tratarem de jacarés. Jacarés comem gente? Tem cobra no zoológico ou só no butantã? Duas professoras e um monitor saradão não podem dar conta de umas quatro mil crianças. Biólogo? Que mané biólogo? Criança de 3 anos vai prestar atenção num biólogo? Criança de 3 anos vai testar limites, vai esticar o braço pra dar Danoninho pro tigre que não come há sei lá, 9 dias.
Já roí 6 unhas, ainda faltam 4 e ela só chega as 17h.
Enquanto espero e roo as unhas restantes vou mandar um currículo pro Spielberg ver se descolo algum estágio de roteirista pro próximo filme. 

Ps: sobre a novidade, não esqueci, semana que vem postarlhaei. Bejs. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não abandonei-vos

Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei, perdoem o demorado sumiço, é que ando meio atrapalhada (mais) com tanta coisa pra fazer que acabei deixando o bloguinho de lado, e acabei que levei uma baita bronca de uma leitora anônima, vejam "Esse Blog está virando um canal para fazer "propaganda" de outros que postam as histórias da Giuliana, mas postar aqui que é bom nada, ou você decide fazer um blog e escreve nele, ou então não mantém o blog.... " Mea culpa, mea máxima culpa. Farei o possível para não te desapontar mais, Sra Anônima e Sras leitoras orfãs.
Mas seguintch, muitas novidades e uma delas é que esse blog que vos fala fora citado na revista Super Interessante do mês de outubro e eu, assim como marida traída fui a ultima a saber. Mas muito agradeço a revista e a pessoa que indicou meu Lulu como uma leitura pra "rir e emocionar".  
Mis brigadas.

Outra novidade é, bem, é.... ainda não posso contar, mas no próximo post vocês saberão. Não, Lulu não está dormindo,  não desanimem.


Deixo-vos hoje com uma perolinha de minha bebê e enterro aqui a esperança de um dia eu me tornar uma cantora de sucesso e fazer parte do time do Lulu Santos no The Voicer Brasél.


- mãe, você pode parar de cantar por favor?

-parar por que, Lulu?
-porque tenho medo que alguém escute
-e daí se alguem ouvir? Qual o problema? Zeca Baleiro é tão legal e...
-sim, ele é, mas você cantando me deixa com vergonha.

 This, demorei tanto pra voltar a escrever que Lulu já virou adolescente.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Hoje estou lá

Meninotas e meninotos, hoje meu texto "E tenho dito" está no site www.bebe.abril.com.br no Confessionário. neste linque aqui
Visitemme, bejs


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Filosofando na madrugada com Giuliana- todo domingo as 2 da manhã. Não percam.


-Mãe, posso ser cozinheira?
-Claro filha. Você QUER ser cozinheira?
-Quero! Você me ensina?
-Olha amor, eu não sou a pessoa mais indicada pra te ensinar, mas eu tento. Pode ser?
-Pode.... Cê sabe fazer danoninho?
-Arram, sei.
-Sorvete?
-Não.
-Macarrão?
-Minha especialidade!
-Quando crescer vou ser cozinheira, então.
-Ok filha, ouça: nunca desista do seu sonho. Dificilmente você vai encontrá-lo na padaria mais próxima, então é preciso persistir e ir atrás! Em se tratando de sonho, filha, vale a pena, e se for de creme, melhor.

Que mãe, tá maluca? Só queria danoninho....

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Leite é amor - O meu caso com a amamentação- #Blogagem coletiva.




Dia 1 de agosto foi o dia mundial da amamentação,
e eu vou contar a minha história pra vocês, amigas do peito-murcho.
Tenho uma historinha linda e que se encaixa perfeitamente no tema proposto pela nossa amiga Nívea.
Eu tinha decidido junto ao meu médico que não iria amamentar, porque como alguns sabem, eu tive problemas na gravidez, ou antes dela. Eu sofria de uma paradinha chamada síndrome do pânico: o terror noturno/diurno dos adultos estressados.
Uma doencinha mais ou menos que te tira do prumo e faz você olhar no espelho e dizer que você não é você. Aí você conclui que está louca e acredita nisso piamente. Você está louca!
Os meus sintomas começaram a aparecer uns 4 anos antes de eu engravidar, e eu tomava remédios pesadíssimos, daqueles pintados de preto na caixa sabe?Então não poderia engravidar, certo? Até que me descobri grávida.
Depois da diárreia nervosa, liguei para avisar meu então marido, mas antes de mais tudo, liguei pra avisar meu então médico psiquiatra. Meu então medico psiquiatra me deu os entãos parabéns e uma então recomendação, assim, em caps lock: PARE JÁ DE TOMAR SEUS REMÉDIOS.
Entrei em um então pânico de ter pânico. Quem padece desse mal sabe, é pior que assombração.
Acatei a recomendação, ou melhor, ordem do meu médico e joguei as drugs fora, junto com um vômito incontido de alegria e desespero.
Os primeiros três meses foram quase lindos, até eu ter uma crise de taquicardia enquanto comia um frango frito com polenta. Avisei a minha família (e o restaurante inteiro) assim: ESTOU MORRENDO. SALVEM MINHA CRIANÇA.
Era o pânico.
Passada a crise, telefonei pro médico, implorando por remédios. E ele foi taxativo. NÃO. 
Passei os 6 meses restantes ligando para o pobre diariamente. Eu disse di-a-ri-a-men-te; chorando, e pedindo pelo amor de Deus que me tirasse daquele redemoinho.
E ele me dizia: assim que ela nascer, vou no hospital te levar 3 caixas de remédio embrulhadas pra presente, no dia que ela nascer, eu prometo. Só que tem um porém, você não vai poder amamentar.
Aceitei na hora, porque meu estado era de lamentável pra baixo.
Ela nasceu, e só pude vê-la 2 horas depois, quando passou o efeito do dormonid ou sei lá o que que me deram. Enfiaram aquela coisinha gosmentinha debaixo da minha asa e ela ficou procurandodo meu peito enquanto eu cantava Amor I love you no ouvido dela, com a voz mole.
Ela tava esfoemada e taquei o peito na boca dela. Era melhor pra mim? Não. Era melhor pra ela? Sim.
Só que ela não conseguia sugar. Fiquei desesperada achando que ela tava sofrendo de fome. Persisti. Meu peito sangrou, infeccionou, ficou em carne viva e eu chorava, chorava de dor mas chorava mais ainda de vontade de superar essa dor. Eu tirava o próprio leite e colocava num copinho pra ela tomar, ela tomava, mas era pouco. Meu peito sangrava e ela chorava. Eu chorava mais e insistia. Até que depois de 6 intermináveis dias, ela pegou meu peito e mamou por longos 30 minutos. Foi a alegria misturada com dor mais intensa que eu já senti.
Neste dia lembrei de ligar pro médico, (tinha esquecido que eu não poderia amamentar), e ele mandou decidir: ou a amamentação ou os remédios.
Optei por segurar o rojão, sozinha com a minha doença latejando em cada célula do meu corpo, e me apoiar em todo aquele amor que eu precisava e queria dar a ela.
Eu sofri, e não tem como mensurar nem contar o quanto eu sofri, porque sofrer é uma coisa solitária. Só quem sofre sabe o tamanho da profundeza do seu sofrimento; então besteira eu tentar explicar aqui, mas a sensação que eu tinha era mais ou menos como se eu tivesse que lutar de hora em hora contra um leão esfomeado para que eu e minha filha pudéssemos sobreviver.
As noites em claro pioravam muito meu quadro, mas eu passava por cima e pensava comigo, é so mais hoje, e eu to aqui por ela.
Eu, Giuliana, era a última pessoa que importava naquele momento. Era o amor que eu sentia por ela que me mantinha em pé, me sustentava.
Avisei o médico que ao completar seis meses de amamentação exclusiva, eu voltaria aos remédios, porque esses seis meses seriam inteiramente dedicados a Lulu e a livre demanda de leite. Livre demanda aqui, significou mamar de hora em hora ao longo do dia e também da noite, por 6 meses.
 Acontece que ela fez seis meses, e eu achei que ela acordaria adulta e falaria, chega de mamar aqui. Mas não, ela não quis parar e nem eu. E decidi ir até onde ela quisesse, afinal a atriz  principal era ela, e eu, só uma coadjuvante. E ela quis até completar 1 ano e 15 dias.
Um ano e quinze dias de livre demanda, de peitos inchados e doídos, de conchas cheias, de sutiã com absorvente, de peitos ao ar livre, de peitos no shopping, de esconde-esconde de peitos, de olhares de reprovação, de olhares de aprovação, de olhares curiosos, de intenso sofrimento psicológico, de uma luta infernal contra minha própria mente, mas sobretudo, um ano e quinze dias de intenso e soberano amor. Que foi o que venceu no final. O amor pela minha Lulu.
Se fosse hoje, eu faria tudo de novo e sem pensar. Uma doençazinha de merda* não pode ser maior que o amor de uma mãe pelo filho. Não mesmo.


PS: *Como eu já disse em outro post, a síndrome do pânico infelizmente não é uma doençazinha de merda. Não é frescura, não é coisa de gente fraca.
É uma dor intensa de quem sofre mas não consegue achar o caminho da saída.  É um desamparo e uma solidão sem tamanho e sem fim.
A realidade se distorce e se torna distante, como se você fosse expectador do próprio sonho. Você acha que não é você. Despersonalização é um dos sintomas.
É uma doença e tem que ser tratada como tal, com remédios e terapia. Quem tem, sabe que o sofrimento e a luta são diários. E que um simples banho pode ser a coisa mais assustadora do mundo. Alguns casos são leves, outros pesados. Na minha pior fase, antes da gravidez, eu cheguei a ficar 5 dias sem sair da cama e sem comer absolutamente nada. Perdi 6 quilos e tinha certeza que tinha perdido a lucidez. Graças ao meu médico, Dr. Guilherme, que pacientemente me amparou, eu consegui superar a mais punk das fase, a dos primeiros vinte dias de remédio. E graças a ele também, que ouvia as minhas súplicas durante toda a minha gravidez, pude me segurar até onde consegui. Voltei com os remédios 1 ano e meio depois de Lulu nascer, depois de passar uma tarde numa maca de um pronto socorro, inconsciente.
Há 5 meses, diminui a dosagem do remédio e tomo menos da metade da dose inicial.
Pretendo parar de tomar nos próximos meses, ou se minha menstruação não descer ate amanhã..... BRINCADERA GENTE. 

                                                            Leite é Amor.jpg
Incentivo a doação de leite. Saiba mais no blog www.mildicasdemae.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os 3 anos. Ou aquilo que faz a vida valer a pena

Três anos! O tempo voou. Não tenho mais uma bebê, tenho uma quiança. Uma quianca que fala como adulto, às vezes; que me ensina coisas que jamais pensei que pudessem existir, que me desafia, que me faz ser adulta, que me faz ser forte, mas que também me pega no colo e diz assim bem baixinho no meu ouvido que tudo vai dar certo.

Quarta última foi seu aniversarinho e eu passei o dia longe dela. Era dia de ela ficar com o pai e ele ia dar uma festa, me parece. Não sei se deu, se teve uma festa, só sei que fiquei muito triste por estar longe dela. Mas era bem provável que ela estivesse feliz, então tratei de ficar também.
Só que eu queria ver essa felicidade de perto, participar também, então com a ajuda dos avós, reuni amiguinhos e família num buffet.
A uma certa altura, antes dos parabéns ela me chamou, queria me dizer "uma coisa". Pensei que fosse cocô. Ela me puxou pra dentro do banheiro, me abraçou forte, me deu um beijo e disse, olhando nos meus olhos: "mãe, to adorando esta festinha linda. Muito bigada, sua gostosinha."


Well, é isso que faz minha vida valer a pena. E é pra isso que vivo.
Te amo do tamanho do mundo, minha gostosinha.  
                     
          Mesmo com essa cara de -mãe, to fugindo dos parabéns- ela amou.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Hoje to lá

Amiguxas, hoje estou no site da Nestlé
Corrão, comentão, leião!
Bjos