quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Enfim, o (auto) desfralde

Anssim: chega um dia, em que seu lindo, prodígio, cheiroso, e atordoante filho cresce! SIM, CRESCE! É é de um hora pra outra, acreditem! "Onde é que eu tava?" vocês irão se perguntar internamente a si mesmas, pra vocês mesmas.

Mas é preciso ter cuidado! Muito cuidado com certas fases que podem causar grandes danos emocionais psicológicos, físicos, espirituais, astrológicos, antroposóficos e quânticos no futuro, como o desfralde.

O desfralde é uma das fases mais delicadas da vida do cerumaninho. Um desfraldamento precoce, por ansiedade dos pais, pode levar ao descontrole esfincteriano pelo resto da vida, acarretando o avacalhamento da saúde física and mental da criança, dizem os discípulos de Freud- aquele sem noção-

(será que minha mãe me desfraldou aos 6 meses?, devaneio eu...)

E são vários sinaizinhos que seu bebê dá, de forma lenta, que faz você perceber que está chegando a hora de um desfralde cuidadoso, natural e gradual.

Lulu me sinalizou dessa forma, acompanhem:

Terça- feira: colocando uniforme pra escola, ela arranca a fralda recém colocada, vira pra mim e diz enfaticamente “Mãin, não sou mais criança, percebe? Não preciso mais de fraldas, preciso de cuecas!”

CHOQUE-

Pausa mental para processar tanta informação desordenada

“não sou criança- percebe?- cuecas-

Pausa para ordenar os pensamentos e formular uma resposta tão rápida quanto esse desfralde e essa mudança de sexo.

Filha, ok, respira! O que você disse?

-Não quero fraldas, preciso de umas cuecas!

Certo, vamos lá:

Primeiro: tiraremos a fralda, aos pouquinhos, pra você ir se acostumando

-Não. Não quero mais fraldas, quero cuecas!

Segundo: cueca é para menino, menina usa calcinha!

Silêncio, processamento de dados em meu cérebro- rápido, Giuliana, rápido!

Filha, bora no Extra comprar cuecas de meninas!

E lá fui na minha santa, ingênua e estúpida inocência de uma mãe- de- primeiro- desfralde comprar a quantia de sete calcinhas. SETE - podem rir, vocês mães que já desfraldaram seus pimpolhos.

Depois de meio período na escola vim eu a descobrir que sete calcinhas dava pra duas horas apenas. E lá vai Giuliana no mercado comprar mais dez. E com dezessete ela passou o dia. E eu passei a madrugada lavando, enxugando e passando calcinhas. Justiça divina, onde está tu?

Mas no segundo dia foi tudo mais bonito, contabilizei apenas 8 calcinhas molhadas.

No terceiro dia, quatro.

E no quarto dia, tchanãn! nenhuma. NENHUMA!

Vitória!

Xixi resolvido, vamos ao cocô.

Porque raios ela não esta fazendo cocô, sendo que na escola ela fez na privadinha, e aqui nada de fazer no peniquinho de sapo?

Inventei até uma linda historinha que aquele sapo do banheiro, precisava comer o cocô dela pra sobreviver, e ela tinha que cagar ali todo dia, senão o sapo morria... de fome! Coitado!(psicólogos mematem).

Até que uma noite ela me chamou no banheiro, sentou e disse que ia alimentar o sapo. Pegou uma revista e mandou eu esperar la fora. Obedeci.

Cinco minutos depois me chama: "mããããããiiiiii, olha aqui!"- se virando para o penico recheado de um cocô brilhante, massudo, com tons de verde oliva, um toque amadeirado e notas de amêndoas em lascas. “Fix cocô,”- olha pra mim, faz cara de ânsia e vomita. De nojo.

Daí fiz todo um trabalho psicológico dizendo que cocô é natural, que nao precisa ter nojo, que é resto de comida que não serve pro corpo e que todo mundo faz igual. Até o Enzo(namorado) e o Sílvio Santos(ídolo) fazem!

Ela sorriu.

Mandei ela esperar lá fora, fui limpar o penico, fiz cara de ânsia e vomitei. De nojo.

E assim passamos alguns dias até que uma mega descoberta de um assento adaptável à privada adulta, fez minha vida mudar. Agora ela faz cocô ali, dá tchau, se limpa e fico esperando lá fora até o cocô chegar no Tietê, pra não correr riscos.

Agora uma coisa: como ainda me resta um pouco de amor próprio, o desfralde foi diurno apenas. Decidi que o noturno, só quando ela completar nove anos. Antes disso, NF(nem pensar). Eu prezo pela minha saúde mental. Prezo sim.

Então gentch, foi assim que numa terça- feira ensolada de outubro eu percebi que meu bebezico havia crescido- RISOS

Então gentch, foi assim que numa terça- feira ensolarada de outubro que percebi que meu bebezico havia crescido –CHORO

Saúde mental, cadê você?

Moral da história : desfralde provoca náusea em crianças e adultos.

Ps1: O não-desfraldamento noturno não adiantou de nada, porque agora, nas 9.652 vezes em que ela acorda na madrugada, ela acha de matar a sede do sapo. Ou a fome, dependendo do dia. Giuliana, gata, você merece!

PS2: Falando em desfralde, olha só quem esta no site da Huggies Turma da Mônica. http://www.huggiesturmadamonica.com.br/


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como domar seu dragão em três(simples) passos:



1- quando ele(a) começa chorar, dê um passo pra trás.

2- Se ele(a) continuar chorando and berrando 'EU QUEEERO', dê dois passos pra trás

3- Se ele(a) chorar, berrar, se jogar no chão em público e der com a cabeça na parede, dê 3 passos pra trás se vire e saia correndo deixando ele(a) lá sozinho.


Pronto. Dragão domado e mãe sã.


Agora sério,

Pausa-

Olha....

Pausa de 15 minutos-

NÃO SEI! ALGUÉM ME AJUDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Como pode? Como pode um bichinho de nei um metro de altura te destroçar tanto? Falar tanto não vou não quero não gosto sai daqui sua chata? Como dar educação pra esse ser que saiu de minhas estranhas entranhas?

Eu J-U-R-O que tento. Sigo as regras à risca, obedeço todos os educadores, obedeço a supernanny! Obedeço até garçon que vem me dar bronca por deixar minha filha chorando no chão (by the way, atomanocu ele). Eu obedeço todo mundo, porque raios ela não me obedece, meldels?

Tento achar desculpas explicações para tamanha teimosia e falta de educação e achei uma bem cabível e fofinha, olha só:

Eu tenho uma filha índigo.

ÍN-DI-GO

E o que vem a ser uma filha índigo?

Apre aspas: U

"Uma Criança Índigo é aquela que apresenta um novo e incomum conjunto de atributos psicológicos e mostra um padrão de comportamento geralmente não documentado ainda." (ALÁ, NUM DISSE? Tenho um Alien)

"Este padrão tem fatores comuns e únicos que sugerem que aqueles que interagem com elas, pais em particular, mudam seu tratamento e orientação com objetivo de obter o equilíbrio." (equilíbrio? o que é equilíbrio?)

"Ignorar esses novos padrões é potencialmente criar desequilíbrio e frustração na mente desta preciosa nova vida" (na vida da preciosa mãe nada, né?)

"Elas vêm ao mundo com um sentimento de realeza e freqüentemente agem desta forma." (só falta o manto e a coroa)

"Elas têm um sentimento de "desejar estar aqui" e ficam surpresas quando os outros não compartilham isso." (desejar estar aqui na loja de brinquedos, esqueceram de escrever)

"Elas freqüentemente contam aos pais quem elas são". (ela já me contou, ontem. 'Sou teimosa, desobediente e chatinha mas sou bonita e inteligente” me disse sorrindo. Quem há de discordar, né mesm?)

"Elas têm dificuldades com autoridade absoluta sem explicações e escolha."(mentira, outro dia chamei o guarda da rua pra me ajudar a colocar ela na cadeirinha do carro e ela obedeceu, depois que viu a arma)

"Elas simplesmente não farão certas coisas; por exemplo, esperarem quietas é difícil para elas." ( CEMIJURA?)

"Elas se tornam frustradas com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo” VVV

Vejam a imagem e concluam se ela anda frustrada:


-Charada morta.-

Concluindo, essas coisinhas alienígenas na verdade são seres iluminados que descem a Terra pra ensinar a nós, pobres adultos burros, alguma preciosa lição divina. E a minha lição é: “você não é uma ratazana, você é uma mãe. Desenvolva a jóia da paciência, keep calm and carry on."

Entrei até num curso de meditação zen budista. Sério. Serião.

To aprendendo a respirar, vejam só! (como se eu não soubesse...) Então quando a coisa começa a apertar aqui, eu sento, inspiro em 6 solto em 12, por no mínimo 108 vezes entoando o som sagrado OM.

-Agora corta pra realidade-

Quando a coisa aperta, eu grito, sento na sarjeta e choro copiosamente.

(Desconfio que buda ainda não esteja fazendo fazendo efeito em minha pessoa)

Mas apesar desses rompantes aleatórios, sou obrigada a admitir que tenho melhorado muito a minha paciência and tolerância em relação aos nossos semelhantes (e aos nem tão semelhantes assim), como por exemplo, consigo até ser educada e responder a altura, comentários de cunho cretino and pathétic, como este que ouvi dia desses na praça de alimentação de um shopping, depois de eu tentar colocar Lulu sentada (19 vezes) na cadeira:

Querida (já irritada com minha filha): “Moça, procura um médico porque eu acho que sua filha é imperativa”

Eu, sorrindo cinicamente simpaticamente, respondo (ainda sorrindo): “Ah o médico disse que ela é assim imperativa por que eu sofri de impertireodismo na gravidez. Tá tudo bem agora. Mas muito obrigada pelo toque, gata, você foi imperbacana comigo!” (meu pensamento continuando a frase- e tá parecendo um impopotamo comendo desse jeito, sua indiota)

Porque educação e simpatia é o que não me falta. Bêjo


BÔNUS:

Ao ler esse post, você ganha inteiramente grátis o mantra indiano usado para desenvolver essa qualidade divina que, sim, mora dentro de cada um de nós. A Santa Paciência.

Copie e cole esse mantra em sua geladeira e repita 108 vezes por dia pra colher os frutos desse som sagrado que nos conecta a essência divina.

"Om Bhoor Bhuvah 
Tat savitur varenyam 
Bhargo, devasya demahi, yo nah phat arehail prachodayat"-

Como não tive a menor paciência de procurar a tradução disso, tentei fazê-lo assim ao pé da letra e acho que é mais ou menos isso:

"Oi senhor Buda Tu ta sabendo que tou virando Bagaço, devastada demais, não permita que me encham os pacová"

(E dez vezes por dia já ta de bom tamanho)


Namastê!



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Depoimento


Oi, meu nome é Giuliana, tenho 28 anos e uma filha de dois.

Comecei nessa vida logo depois do nascimento dela, pela necessidade de me manter acordada, já que ela é insone desde seu primeiro dia.

E da necessidade nasceu o vício.

Fui indo aos poucos, só pra experimentar, durante o dia mesmo e quando vi, já estava usando de noite e de madrugada. (choro)

Minha filha sentiu um pouco, porque talvez alterasse o sabor do meu leite. Mas eu tinha que fazer isso, senão não aguentaria o tranco.

Ela acordava de hora em hora- quando dormia- pra mamar. E eu aproveitava esse tempinho pra dar um tapinha.

E isso foi aumentando sem que eu percebesse, pois ela acordava e eu já não sentia mais cansaço, sentia uma energia boa, uma euforia deliciosa.Poderia correr meia maratona na madrugada que tudo bem!

E isso foi me dando mais ânimo, disposição, e eu queria cada vez mais desse 'lance' que me deixava assim, ligada.

Cada vez que ela acordava no meio da noite meu coração disparava numa desritimada taquicardia e eu já pulava da cama dançando Beyonce, ia pra cozinha preparar a mamadeira rebolando até o chão. I'm a diva- sheik sheik skeik- I'm a diva, hey I'm a diva, I am I am.

Ela mamava e logo pegava no sono. Eu fivcava lá, dançando até o sol raiar.(risos)

Minhas dormidas foram ficando cada vez mais escassas e não me importava com isso porque simplesmente não tinha mais sono. Se eu dormisse mais de 1 hora por noite, me sentia péssima; como se eu tivesse perdido uma hora da minha vida. Uma hora da minha vida, cara! Isso era demais pra mim.

Até que passei a não mais dormir e tudo bem. Me sentia ótima, eletrizada, pêga.

Um tanto quanto feia, desmemoriada, concentração zero, sem coordenação motora, trêmula, mas quem se importava? Eu tava energizada! Uma coisa meio divina, sabe?

E passei a abusar cada vez mais da substância milagrosa. Cheguei a usar 12 vezes por dia. (choro)

O tempo passou e Lulu começou a dormir. Dormir em qualquer lugar, qualquer hora do dia ou da noite. Dormia compulsivamente. Uma doença?

Comecei a achar tudo isso um absurdo e cheguei a pensar em dar um tequinho pra minha filha experimentar (que ninguém nos ouça).

Por que quem, meu deus, consegue dormir no meio da novela?

Achava essa atitude da minha filha totalmente anormal. Pensei em narcolepsia e marquei pediatra.

Foi aí que ele, o médico, percebeu que a doente não era Lulu, e sim eu. (choro)

Ameaçou a ligar pro conselho tutelar pra me tirar a criança. (choro desesperado)

Foi aí que decidi procurar ajuda especializada. Com o total apoio da minha família, fui procurar um programa de desintoxicação.

E após um tratamento intenso, hoje, me satisfaço com apenas UMA xícara de café por dia. Descafeinado.

E estou acostumando ao novo ritmo da minha vida e tentando viver um dia de cada vez. Penso até em cortar o açúcar do café. E tenho orgulho de ter me tornado essa pessoa limpa, apesar das dificuldades.

Só por hoje.



Nessa foto, eu estava no auge alucinatório, tentando acordar Lulu no meio da noite. Hoje, sinto vergonha de mim mesma por tal atitude. Mas eu me perdôo. Perdôo perdôo perdôo, eu estava doente.


Percebam o sadismo em meu olhar.




PS: não tenho 28, tenho 25.

PS2: Ela ainda não dorme, isso foi um raro episódio de um cansaço intenso e extremo proveniente de duas festas infantis seguidas no mesmo dia.

PS3: eu continuo com sono e tomando café cafeinado. Obg.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Terrible two ou os terríveos dois anos (ou ainda: SO-COR-RO!)

Seguinte: recebi um e-mail do Baby Center, aquele site no qual nós, mães inocentes, fazemos um cadastro quando grávidas a troco de receber emailzinhos mês a mês sobre o desenvolvimento de nosso bebê. Tipo um manual de instruções, sab? E eu ainda não achei o botão delet account now e temo que daqui 48 anos ainda estarei recebendo: Olá Giuliana! sua bebê está completando 50 anos! É a época da menopausa, veja os cuidados..blábláblá...

Enfim, e-mail dizia mais ou menos assim:

“Os 2 anos de idade são tão famosos pelos escândalos e ataques de fúria que em inglês existe até o apelido "terrible twos" -- uma idade terrível (AH CEMIJURA?) Mas todo mundo sobrevive,(SÉRIO MEMO?) e o importante é saber que as birras são normais,(PRA QUEM?) e quase nenhuma criança escapa,(E ESSE FOCO NA CRIANÇA?E A MÃE DESSA CRIATURA, COMO FICA?) nem mesmo as mais calmas e comportadas.(nunca tive uma dessa, by the way)”

Então, voltando e resumindo: seu bebezico, antes rosado, risonho e que fazia aquele cocozinho cheirando a mamãozinho, completa dois anos e vira um dinossauro vermelho raivoso, chorão e que faz pelotes de cocô com milhos INTEIROS pelo seu tapete novo... É isso.

Eu tenho uma tiranossaura rex na minha casa e não sei como lidar.

Birra, gritos, socos, pontapés, não quero, não vou, não uso mais roupa, quero agora, não quero mais, quero mais, cuspida na cara, gatos com traumatismo craniano por golpes de controle remoto, xixi no sofá novinho, risadas histéricas, viradas de cabeça em 360 graus, vômitos verde e voz metálica, desmaios encenados no chão do shopping, chantagens do tipo ‘eu vou chorar taaaanto’... enfim.

E você, querida mãe desse pterodactilo que está lendo esse post agora, se você faz cara de pintura impressionista diante dessa birrice, é taxada de negligente; se você pega a criança pelo braço, é um animal. E se você, assim como eu, é apontada na rua como a mãe de merda do ano, abraça aqui e chora comigo. \o/

Então, como proceder?

Sou contra bater, mas sou a favor de conversar e ensinar. Explico por A+ B o porque ela não pode fazer aquilo, fico brava, mostro autoridade, rezo pra Jô Frost, respiro, conto até 227, ponho de castigo, ela berra, deixo no castigo, me tranco no banheiro, choro, me descabelo, pego um livro do Içami Tiba, leio, concluo que fracassei, me limpo com as páginas do livro, respiro, volto, me recomponho, limpo o nariz na manga da blusa (oi?), respiro de novo, xingo todos os antepassados do Içami, respiro, olho pra ela no cantinho do castigo, abaixo na altura dela, incorporo um sotaque britânico e digo que ela está lá pra pensar no que fez, que ela está errada e ela me responde com um ‘tá tá tá bom já chega com isso’ mostrando a língua. Eu respiro, pego massinha e faço 12 bolinhas(pra me distrair) explico de novo e ela continua gritando ‘tá tá tá bom, cheggaaaaa’, batendo com a cabeça na parede. Eu digo que enquanto ela não parar de gritar e se debater, ela não sai de lá. E ela não para. Amasso as bolinhas de massinha com toda a força do meu ser, choro, perco hora pra compromissos, perco o chão, não acho as palavras, perco a chave de casa, perco o freio, estou em milhares de cacos eu estou ao meioooo..., acaba o dia e eu ainda olhando pra ela no castigo e vejo que não fiz nada, além de tentar educá-la. Em vão. Dou um doce de leite pra ela e vou fazer minhas coisas. Fim. Do dia e do castigo.

Terrívea, gente. Ela tá terrívea. E além dessa monstruosidade toda, a bichinha deu de falar. Mas falar muito. Pensem numa pessoa que fala. Agora numa pessoa que fala muito, mas muito mesmo. Agora numa que supera essa última. É a Lulu. E se ninguém responde as suas perguntas, ela mesma trata de inventar as respostas e arremata com um “ahhhh intindji” pra ela mesma.

E quando ela não tá falando, ela tá cantando. Porque ela não gosta de deixar um pobre segundo sequer no vácuo do silêncio. CÉOS.

(Férias cerebrais: eu necessito)

Ela emenda Maria Rita no Pearl Jam (que ela ama, depois da Amy, claro) Roberto Carlos no Wando e tem hora que entra num looping eterno digno de um DJ portador de TOC “rapte-me camaleoa, adapte-me a uma cama boa, rapte-me camaleoa, adapte-me a uma cama boa, raptemeadaptemeraptemeadapte-me...” A.D- I.F.I.N.I.T.U.M que deixa qualquer serumano a beira de um parapeito alto. Ou uma dose cavalar de rivotril.

(Férias cerebrais: eu necessito2)


Sem contar o tempo e criatividade que temos que gastar pra esses pequenos animais jurássicos engolirem um simples prato de arroz feijão. E lá se vão mais horas a fio gastas em vão. Junte tudo isso a férias escolares e recolham uma mãe morta em 30 dias.

Aliás, queridas mamães, convido-lhe-as a juntarem-se a mim na marcha pela diminuição das férias escolares de 30 pra 03 dias. Comentem o post e assinem com um “eu apoio essa idéia”, e vamos todas juntas lutar por esse nosso direito.

Louvada seja a nossa paz mental. Amém.

E eu não vou desistir. Já comecei a desenhar quadradinhos de giz na minha cela e faltam apenas 345 dias para os 3 anos!

Só por hoje.....

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dois anos de Lulu




Sim, hoje é aniversário dessa mini linda, e essa mãe atrapalhada/sem tempo/ desnaturada não conseguiu tecer um postinho digno pra essa gostosura. Todos chora comigo.


Qué dizê...até tinha escrito, mas tava no meu falecido note que não liga mais. Todos se desespera comigo.


Então que no dia 25 de julho de dois anos atrás, as onze e quinze da manhã, eu estava conhecendo o rostico da minha filhota. Onze e quinze da manhã não foi a hora que ela nasceu, ela nasceu as 8:40. Onze e quinze foi a hora que acordei da chapação dormonídica que percorria minhas veias. (Acho que vem daí a admiração de Lulu pela falecida-que deus-a tenha- Amy Winehouse...mãe chapada, Amy...enfim...)


Feliz aniversãrio, coimailindadamamãi. Amo você!







quarta-feira, 6 de julho de 2011

Né?

Vizinha com seu Lhasa Apso a tiracolo, encontra Lulu na rua.

Para pra brincar com Lulu enquanto Lulu brinca com o cãozinho.

Vizinha precisa entrar pra “fazer uma coisa”(number one or two?), mas cãozinho não pode entrar junto (sei lá porque)

Vizinha pede delicadamente a Lulu que “cuide”do cãozinho enquanto ela vai ali fazer a coisinha (number two, acho)

Lulu nega delicadamente o pedido, dando um sorrisinho amarelinho.

Vizinha se surpreende e pede POR FAVOR a Lulu, e diz toda fofa que necessita entrar pra fazer uma coisinha(cocô, certeza!)

Lulu fofoletemente responde com um “NÃO!”

Vizinha meio chocada, pergunta pra Lulu:

“mas e agora, Lulu? Como vou fazer se eu pre-ci-so entrar e não tenho com quem deixar o cãozinho?”

Lulu olha bem pra ela e diz : EMA EMA EMA

Fim.

PS: Pra quem não sabe: “ema ema ema cada qual com seus pobrema”

PS2: Amo essa Lulu <3

PS3: Bêjo, vizinha! <3

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tãn tararan tã tãn tã tãn


GEIT

Vocês me param o bonde do tigrão que eu quero descer e ficar olhando essa linda da minha filha pra todo sempre, vestida de caipirinha dançando AND cantando (or singing em ingrês) na festica juninica da escolica dela. QUE COISA MAIS LINDA DESSE MUNDO CAIPIRA! São João me abana!

Juro que achei que a danada fosse chorar e falar 'vambora mãi que eu não quero aparecer pressa platéia toda.'

Mentira.

Não achei isso. Sabendo da minha leonina superstar, preparei as câmeras e disse, GO pequena Miss Sunshine, vá lá e faça o seu melhor!

E ela foi. E gente?! Olhem isso!!!!!


Ela ensaiava escondida em casa e quando eu entrava no quarto, a danada disfarçava. Vê se isso é coisa de gentinha de 1 ano e dex meses? E ela ainda proferia umas falavras em inglês, baixinho, que por sinal até agora nao entendi, porque eu parei no módulo básico. Mas sei que dizia algo como bér, tuguéder, câm béck e montãi. Coisa linda e sem sentindo! Mas linda.

Babem comigo em three, two, one.

GO!

E o melhor, or the best:


Essa foto foi tirada as 22h.

SIM ! ELA DORMIU AS DEZ da noite depois dessa festança toda! Vê se nao é pra mandar uma carta pra São João pedindo pra ele fazer aniversário todo mês. ou toda semana. Ou todo dia. Devia ser obrigatório isso.

PS: Lulu é a piquininha de vestido preto e branco

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Receita para passar vergonha

Ingredientes:

-Uma jaqueta com zíper

-Um sutiã de oncinha de promoção

-Uma filha fanfarrona

-Um casal de desconhecidos

-Uma rua movimentada

-Uma cara de pau

Modo de preparo:

Pare para conversar com o casal de estranhos numa rua bem movimentada, certificando-se que sua filha fanfarrona esteja bem posicionada em seu colo.

Se distraia por uma fração de segundos enquanto sua mini- humorista, rindo sadicamente, puxa o zíper da sua jaqueta até a altura do seu umbigo (mais ou menos)

Assegure-se que o casal de estranhos esteja bem a sua frente e os transeuntes indo e vindo ao seu lado.

Finalização:

Para fechar com chave de ouro, solte uma gargalhada no melhor estilo”fugi do hospício”, desse jeito ó: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA e diga com toda a naturalidade desse mundo que isso é uma ação de marketing viral das lojas Marisa e que esse sutiã está por 9,99 só hoje! Dê uma piscadinha e finalize com um “não percam!”

Diga tchau e vire as costas.

Reze para nunca mais encontar o casal

Bêjo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Velhos conhecidos?

Era uma vez uma menininha muito lindinha, saltitante e rosada chamada Lulu.

Um belo dia, Lulu e sua mãe, uma moça linda, simpática, inteligente e amorosa, alta, magra.. (que sorte tem essa Lulu em ter uma mãe assim!) resolveram dar um passeio numa cidade desconhecida, numa rua desconhecida, cheia de pessoas desconhecidas.

Lulu, sentada confortavelmente em seu carrinho cor de rosa conduzido pela mamãe linda, fofa, simp..... avistou um bebezão sentado confortavelmente em seu carrinho azul conduzido por sua mamãe, não tão simpática, nem tão linda quanto a mãe de Lulu, mas enfim, ninguém é perfeito.

Lulu olhou pra sua mamãe, abriu um sorriso e fez sinal pra ela parar o carrinho. Mãe de Lulu obedeceu prontamente, até porque o bebezão era indiscutivelmente lindo e simpático e os dois pre-ci-sa-vam se conhecer!

Mal sabia a mãe da Lulu e a mãe do bebezão que eles dois já se conheciam. Outra vida, talvez?

Os dois se olharam fixamente, riram um para o outro da forma mais sincera que só uma criança é capaz de rir. O tempo parecia estar estacionado. Os dois extasiados, como se estivessem matando a saudade.

As mães se cumprimentaram cordialmente, deixando os dois se curtirem enquanto tomavam seus sorvetes de pistache.

Lulu olhou bem nos olhos do bebezão e disse "Oi Thomas, tudo bei?”

O bebezão sorriu, pois ainda não sabia falar, e fez que sim com a cabeça.

A mãe do bebezão empalideceu e sentou num banco próximo, quase desfalecida.

A mãe da Lulu ficou preocupada e foi ajudar a moça a se recompor. E perguntou "O que houve com você, mãe do bebezão?"

A moça balbuciou, olhou pra mãe da Lulu como se estivesse vendo um fantasma e disse: “sua filha chamou meu filho pelo nome”

A mãe da Lulu empalideceu e sentou no mesmo banco.

A mãe do Thomas levantou rapidamente, manobrou o carrinho, apertou o passo e fugiu correndo, sem olhar pra trás e sem deixar vestígios.

Lulu levantou a mãozinha acenando e gritou, "tchau Thomas, até maix" E sorriu.

Fim.


(PS: gemte, vocês que estão comentando que eles se conhecem da escolinha, atentem para o detalhe: OUTRA cidade! O bebezão mora lá e Lulu aqui, ok? Bêjo)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Assunto delicado

Amiguinhos e amiguinhas do meu coração. Venho por meio deste post, pedir PERDÃO pra vocês pelo abandono deste blog que vos fala.
Estamos tendo problemas de ordem interna aqui, mas não poderia deixar vocês sem notícia alguma, pois sei o quanto me amam, me adoram, me querem bem, e o quanto ficam preocupados comigo e.... onde eu deixei a modéstia, meldels?
É o seguinte: eu e o pai da Lulu nos separamos e o momento, como todo mundo deve calcular, não é dos mais fáceis, inda mais tendo uma pimpolhinha de quase dois anos no meio de nós.
É uma situação e um assunto delicado, cujo qual não pretendo me estender, por motivos óbvios.
É só uma satisfação about meu sumiço e os problemas que temos enfrentado.
Só digo pra vocês, que possam estar enfrentando a mesma situação, o seguinte: é possível sim criar uma gostosinha dessa, mesmo no meio desse furdunço todo.
Só é preciso uma dose extra de amor, paciência, tolerância, compreensão e boa vontade de ambas as partes e o principal: lembrar que ele é uma criança e deve ser tratada como tal no meio dessa situação adulta. Nunca esquecer disso, ok? prometem?
Levantemos-nos pois, sacudimo-nos pois a poeira e damo-nos pois a volta por cima.
E ó: promessa é dívida: farei o possíveo e o impossíveo para comparecer TODA SEMANA por aqui.
Não nos abandonem. O tempo tá beeeem corrido, mas vamu lá. Ainda tenho as madrugadas em claro para escrever. :p